Discipulado Radical – Pra. Carla Rosa

Jesus foi radical em suas atitudes, como também, o seu chamado ao discipulado é radical. A proposta de discipulado de Jesus nos conduz em uma jornada de mudanças significativas, por isso, há tanta radicalidade nisso. Além disso, o caminho do discipulado passa pela renuncia radical ao mundo para seguir a Jesus.A palavra radical vem da palavra latina radix, que significa raiz. Um dos sentidos elementares da palavra radical é voltar às raízes. Ser radical não é necessariamente ser extremo, mas, acima de tudo, é ter raízes.

E este discipulado radical deve ser entendido dentro de um contexto de compromisso com a santidade. É aqui que nossa raiz deve estar fincada. Edmund Chan, um autor cristão, define santidade como uma jornada interior, em que nosso caráter é moldado. Nessa jornada somos santificados e nossos valores são transformados. É uma jornada interior que nos torna verdadeiramente livres. O discipulado radical tem como ponto de partida o encontro pessoal com Cristo.E prossegue até sermos impregnados dos valores do Reino de Deus. O coração do discipulado gravita em torno destes valores. São eles que definem o que é importante e prioritário para a igreja.

Além disso, o discipulado radical leva em conta que não podemos querer apenas a adição de vidas em nosso meio, mas, uma multiplicação espiritual. Se basearmos o nosso discipulado em somente trazer pessoas novas para a igreja, o que alcançaremos será apenas uma adição. Contudo, se o nosso foco for discipular estas pessoas para que elas discipulem a outras, então, teremos uma multiplicação. Fazer discípulos/as é tomar a missão de discipular. E a maturidade espiritual nos conduz a este entendimento.

Se o discipulado radical é tão fundamental na vida da igreja, por que muitos o negligenciam? Hoje ouvimos muitas pessoas dizendo que não se envolvem no discipulado porque não tem tempo; ou, porque ele exige demais; ou, porque não sabem fazer. Todavia, muitos não o fazem porque nunca tiveram a oportunidade de experimentá-lo. Além disso, não tem como prioridade em suas vidas três elementos indispensáveis ao discipulado: Cristo, o caráter e a chamada.

É impossível viver o discipulado sem ter uma visão Cristocêntrica! Cristo precisa estar em primeiro lugar. Gálatas 2:19-20: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”.

Muitos falam que o discipulado radical tem um preço muito alto a ser pago. Contudo, isso não é verdade! Oswald Chambers nos chama a uma mudança de paradigma sobre o custo do discipulado. “Nunca custa nada seguir a Jesus como seu discípulo/a; porque falar sobre custos, quando você está apaixonado por alguém é um insulto”.

O nosso chamado em Deus nos conduz ao propósito e a paixão. É impossível não querer dar uma resposta de amor quando entendemos que fomos chamadospor Ele a realizar uma obra sublime.

Neste mês de junho queremos que toda a igreja pense sobre a proposta de discipulado radical feita por Jesus, e o quanto estamos comprometidos com ela. Nunca é tarde para responder ao chamado de amor do Mestre. Pense nisso!

Em Cristo,

Pra. Carla Alves Rosa

(Inspirado no livro Discipulado Radical de Edmund Chan).